sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Diálogos

Adoro conversar.
E há dois livros de referência para mim, que têm por nome "Diálogos de Platão" e "Diálogos com a Morte".
O primeiro foi importante no sentido em que está lá a minha concepção de educação/formação, e da sua importância no desenvolvimento do ser humano. É um hino à cultura, ao conhecimento, à vontade de crescer e descobrir. Fez com que não possa morrer sem ir ao Parthenon, Fez-me ter vontade que fiquem lá espalhadas as cinzas do que restar de mim. Porque foi lá que a nossa civilização começou. Platão/Sócrates ensinaram-me a educar a Ana. Ela foi a cobaia do que ficou em mim desses diálogos. E os resultados são claros como água, puros como o azul dos olhos dela. A minha filha sabe pensar, gosta de conhecer, de descobrir, de fazer por ela, de ir e voltar. A Ana aprendeu a aprender.
O outro diálogo é um hino à vida. À importância de se aproveitar cada instante, cada momento com intensidade e verdade. Porque a vida é breve, e tudo, para valer a pena este instante em que por aqui andamos, tem de ser vivido de forma sentida e em pleno. Com esse livro aprendi a atirar-me à vida sem medos e receios, porque tudo vale a pena e aprendemos com tudo. E que nos momentos mais decisivos estamos sózinhos, mas connosco. Nós somos a nossa melhor companhia, e daí ser importante estarmos em paz connosco, com o nosso passado, com o nosso presente.

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