Durante o curso a Ana desenvolveu vários trabalhos, que eu tricotei.
A dada altura pensei fazer uma manta só com restos de lãs que ela usou nesses trabalhos.
Estou agora a fazer essa manta que tem também restos de lãs que ela trouxe da Covilhã com as quais fiz casacos para mim, e restos de lãs com que fiz casacos e camisolas para nós.
Estou a usar os restos até ao fim.
Assim, ela vai ter memórias de um tempo que já passou, mas que deixa marcas. Marcas que a aquecem, que a confortam e que também lhe podem trazer à cabeça outros momentos menos bons, que lá terá passado. Prefiro pensar nos momentos bons e que a manta a vai fazer sorrir e aquecer.
Contudo fiz batota. Acrescentei algumas lãs, garridas e que chamam a atenção, porque gosto de imaginar que é nesta manta que a Ana vai deitar os filhos dela. Que eles serão estimulados por diversas cores, texturas, padrões, motivos. As lãs mais apelativas estão estrategicamente nas extremidades da manta, para que eles se esforcem por lá chegar. ....
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