sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Ter uma porta aberta

Toda a gente sabe que os cães não podem entrar em estabelecimentos comerciais.
(Por isso a Carlota aprendeu a esperar por mim, à porta das lojas onde eu entrava, com aqueles olhos fitos em mim, expressão alerta e viva de quem morre se eu demorar um minuto mais do que preciso).
A Teresa, que já teve estabelecimentos comerciais, também sabe. Por isso me custou tanto, ter de lhe pedir para sair da minha loja com a cadela dela, para que uma cliente minha pudesse entrar.
 Era suposto a Teresa sair imediatamente, ante a cara de pânico da menina. A Teresa saiu contrariada e face à minha insistência. Fiquei zangada, mesmo muito zangada.

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